{"key":"a5af7163-e0f3-4f4c-b088-7e6edd156dbc","installationKey":"d0709e6e-78bf-49e8-8814-384ac4fb139f","publishingOrganizationKey":"39c2c387-6880-47fb-8e9b-75cdca2d918e","doi":"10.71819/ctluoq","version":"2.3","external":false,"numConstituents":0,"type":"OCCURRENCE","subtype":"SPECIMEN","shortName":"Fauna_aquatica_ETEVILNOVA_JUL2026","title":"CAJ | Monitoramento da Fauna Aquática - ETE Vila Nova - Julho 2026","description":"\n            Elaborado pela EcoAquatica para a Companhia Águas de Joinville, documenta a décima quinta campanha trimestral do Programa de Monitoramento da Biota Aquática da Estação de Tratamento de Esgoto de Vila Nova, realizada em julho de 2026, com o objetivo de avaliar possíveis alterações nas comunidades aquáticas do córrego Arataca decorrentes do lançamento do efluente tratado, iniciado em novembro de 2024. O monitoramento abrange três pontos fixos: Montante, Lançamento e Jusante. Contempla a análise do fitoplâncton, zooplâncton, macrofauna bentônica e ictiofauna, além de parâmetros físico-químicos da água, que se mantiveram em conformidade com a Resolução CONAMA 357/2005 na maioria das medições. Para o fitoplâncton, foram registrados 37 táxons, com predominância de algas verdes e cianobactérias. A maior densidade ocorreu em abril de 2026. Os índices ecológicos e o Índice de Qualidade Integrado indicaram que o ponto Montante apresentou melhor qualidade ambiental, sem diferença significativa na composição entre as fases de instalação e operação da ETE, evidenciando que a sazonalidade é o principal fator de variação. O zooplâncton totalizou 27 táxons, com dominância de testáceos e rotíferos. Os índices de diversidade e o IQI classificaram o ponto Lançamento como de alta qualidade na maioria das campanhas. A análise multivariada mostrou sobreposição entre os pontos e nenhuma diferença significativa entre campanhas ou pontos, com uma leve diferença entre LAI e LAO, de baixa magnitude. A macrofauna bentônica, com 1.882 indivíduos distribuídos em 37 táxons, teve Chironomidae e Physidae como grupos mais abundantes, especialmente no Lançamento, indicando enriquecimento orgânico local. Porém, a presença de táxons sensíveis, como Ephemeroptera e Odonata, em todos os pontos sugere que o impacto não é severo. A análise estatística confirmou diferença espacial significativa entre os pontos, mas não entre as fases LAI e LAO, reforçando que as flutuações são mais quantitativas do que estruturais. Já a ictiofauna registrou 25 espécies e 1.528 indivíduos, com dominância de Phalloceros megapolos e Hisonotus leucofrenatus. O ponto Lançamento apresentou, de forma consistente, maior riqueza, abundância e diversidade, sendo classificado como de alta qualidade pelo IQI em todas as campanhas. Montante foi predominantemente classificado como de baixa qualidade, enquanto Jusante apresentou variação temporal. As análises indicaram diferença significativa entre os pontos, porém não entre campanhas ou entre as fases de licenciamento. A curva de acumulação mostrou boa representatividade amostral. Destaca-se a ocorrência esporádica de espécies exóticas invasoras, como Corbicula fluminea e Melanoides tuberculata na macrofauna e Oreochromis niloticus na ictiofauna, sem que isso esteja diretamente associado à operação da ETE. Em síntese, os resultados indicam que, até o momento, a operação da ETE Vila Nova não provocou impactos ambientais severos ou irreversíveis sobre a biota aquática. As alterações observadas concentram-se no ponto de lançamento, especialmente na macrofauna bentônica, mas sem deterioração consistente dos atributos ecológicos. A variabilidade sazonal e as características naturais do sistema exercem influência mais relevante que o efluente tratado. O relatório conclui pela necessidade de continuidade do monitoramento para acompanhar a evolução temporal e verificar possíveis tendências futuras, assegurando a gestão adaptativa e a preservação da qualidade ecológica do ecossistema receptor.r.\n        ","language":"por","citation":{"text":"Rocha C (2026). CAJ | Monitoramento da Fauna Aquática - ETE Vila Nova - Julho 2026. Version 2.3. Companhia Águas de Joinville. Occurrence dataset https://doi.org/10.71819/ctluoq accessed via GBIF.org on 2026-10-14.","identifier":"https://doi.org/10.71819/ctluoq","citationProvidedBySource":false},"contactsCitation":[{"key":7113176,"abbreviatedName":"Rocha C","firstName":"Claudia","lastName":"Rocha","roles":["ORIGINATOR"],"userId":[]}],"lockedForAutoUpdate":false,"createdBy":"39c2c387-6880-47fb-8e9b-75cdca2d918e","modifiedBy":"crawler.gbif.org","created":"2026-08-19T17:34:37.269+00:00","modified":"2026-08-20T17:27:58.418+00:00","contacts":[{"key":7113176,"type":"ORIGINATOR","primary":true,"userId":[],"firstName":"Claudia","lastName":"Rocha","position":["Gerente"],"email":[],"phone":[],"homepage":[],"organization":"Companhia Águas de Joinville","address":["Rua XV de Novembro"],"city":"Joinville","province":"Santa 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área de estudo do monitoramento está localizada no município de Joinville, situado na região norte do Estado de Santa Catarina, mais precisamente no bairro Vila Nova, nas imediações da rodovia estadual SC-108, onde se encontra a Estação de Tratamento de Esgoto de Vila Nova. O empreendimento insere-se na bacia hidrográfica do rio Itapocu, que faz transição entre a Serra do Mar e a Serra Geral, e localmente está dentro da sub-bacia do rio Piraí, uma região de grande importância para o abastecimento público e para a manutenção da rizicultura em Joinville.\n\nO corpo d'água diretamente afetado pelo lançamento do efluente tratado é o córrego Arataca, um curso d'água de pequeno porte, com aproximadamente sete metros de largura e profundidade média de 1,5 metro nas margens, com substrato de fundo composto predominantemente por sedimentos finos e areia. A vegetação marginal é dominada por gramíneas, especialmente braquiárias, com ocorrência de indivíduos arbóreos isolados de pequeno porte, o que favorece a exposição do canal à luz solar em quase toda a sua extensão.\n\nDo ponto de vista fisiográfico, a região apresenta relevo montanhoso em cerca de 62% da área, com solos medianamente profundos, não pedregosos e de baixa fertilidade natural, enquanto os planos de várzea ocupam 27%, com solos mal drenados, muito argilosos ou orgânicos. A cobertura vegetal original é caracterizada pela Floresta Ombrófila Densa, bastante exuberante, porém já bastante alterada por atividades antrópicas, restando remanescentes expressivos de Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas nos limites da própria ETE.\n\nA geologia local é composta por embasamento de rochas metamórficas do Complexo Granulítico de Santa Catarina, com cerca de 2,6 bilhões de anos, além de granitos alcalinos e sedimentos quaternários, e os solos predominantes são Cambissolos Háplicos Distróficos. O clima da região, segundo dados da normal climatológica para a estação de Paranaguá, apresenta precipitação mensal bem distribuída ao longo do ano, com chuvas mais intensas no verão, típicas do litoral sul-brasileiro.\n\nA área de estudo, portanto, combina características de um ambiente lótico de baixa ordem, inserido em uma matriz urbana, mas ainda com elementos de vegetação nativa e uma hidrografia que reflete tanto os processos naturais quanto a pressão do uso e ocupação do solo.","boundingBox":{"minLatitude":-26.293,"maxLatitude":-26.293,"minLongitude":-48.918,"maxLongitude":-48.918,"globalCoverage":false}}],"temporalCoverages":[{"@type":"range","start":"2026-01-06T00:00:00.000+00:00","end":"2026-01-06T00:00:00.000+00:00"}],"keywordCollections":[{"thesaurus":"GBIF Dataset Type Vocabulary: http://rs.gbif.org/vocabulary/gbif/dataset_type_2015-07-10.xml","keywords":["Occurrence"]},{"thesaurus":"GBIF Dataset Subtype Vocabulary: http://rs.gbif.org/vocabulary/gbif/dataset_subtype.xml","keywords":["Specimen"]}],"project":{"title":"CAJ | Monitoramento de fauna aquática ETE Jarivatuba - julho 2026","identifier":"FERNANDES, A. P. C.; NUNES, L. M.; CADORE, R. C.; BEAUMORD, A. C.; KITAMURA, T. 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Localmente, a ETE está situada na sub-bacia do rio Piraí, um importante curso d'água que envolve os bairros Vila Nova, Nova Brasília, Morro do Meio, Glória e Santa Catarina, contribuindo para o abastecimento público e para a manutenção da rizicultura na região.\n\nO corpo d'água diretamente receptor do efluente tratado é o córrego Arataca, um ambiente lótico de pequeno porte, com largura média de sete metros e profundidade de aproximadamente 1,5 metro nas margens, substrato de fundo composto predominantemente por sedimentos finos e areia e vegetação marginal dominada por braquiárias, com presença de indivíduos arbóreos isolados de pequeno porte, o que favorece a exposição solar em quase toda a sua extensão.\n\nO relevo regional é predominantemente montanhoso, correspondendo a 62% da área, com solos medianamente profundos, não pedregosos e de baixa fertilidade natural, enquanto os planos de várzea ocupam 27% da área, com solos mal drenados, muito argilosos ou orgânicos.\n\nA cobertura vegetal original é a Floresta Ombrófila Densa, bastante exuberante, porém já bastante alterada por atividades antrópicas, restando remanescentes expressivos de Floresta Ombrófila Densa das Terras Baixas nos limites da ETE.\n\nA geologia é composta por embasamento do Complexo Granulítico de Santa Catarina, formado por rochas metamórficas com cerca de 2,6 bilhões de anos, além de granitos alcalinos e sedimentos quaternários, com solos predominantes do tipo Cambissolo Háplico Distrófico, horizonte A moderado, textura argilosa e substrato de sedimentos recentes do período Quaternário.\n\nO clima, segundo a normal climatológica para a estação pluviométrica de Paranaguá, no período de 1991 a 2020, apresenta precipitação mensal bem distribuída, típica do litoral sul-brasileiro, com chuvas mais intensas no verão.\n\nAs coordenadas geográficas da área de estudo, em projeção UTM e Datum Horizontal SIRGAS2000, são: ponto Montante, E 721802 e N 7085770; ponto Lançamento, E 721645 e N 7085990; e ponto Jusante, E 721332 e N 7086190. Todos os pontos estão situados no córrego Arataca.","designDescription":"O desenho amostral do monitoramento foi estruturado para avaliar possíveis alterações nas comunidades aquáticas decorrentes do lançamento do efluente tratado pela ETE Vila Nova. Foram estabelecidos três pontos de coleta fixos ao longo do córrego Arataca: um ponto a montante do lançamento, um ponto na zona de mistura do efluente e um ponto a jusante, permitindo a comparação espacial entre áreas de referência e áreas potencialmente impactadas.\n\nA periodicidade das amostragens é trimestral, totalizando 15 campanhas entre janeiro de 2023 e julho de 2026, com coletas realizadas nos meses de janeiro, abril, julho e outubro de cada ano, abrangendo todas as estações climáticas.\n\nPara cada grupo biológico, foram empregados métodos padronizados. O fitoplâncton foi amostrado com rede de plâncton de malha de 25 micrômetros para amostras qualitativas e com frascos de subsuperfície para amostras quantitativas, sendo fixado com lugol acético e formalina. O zooplâncton foi coletado com rede de malha de 50 micrômetros e fixado em formalina neutralizada.\n\nA macrofauna bentônica foi obtida com amostrador rede-D, de malha de 500 micrômetros, para varreduras marginais e com amostrador van Veen, de 20 x 20 cm, para sedimentos, com tréplicas por ponto. A ictiofauna foi capturada com bateria de redes de emalhar, com malhas de 15 a 50 mm e exposição por 12 horas, além de redes de arrasto manual, tarrafas e peneiras, com esforços de captura padronizados.\n\nConcomitantemente, foram aferidos parâmetros físico-químicos da água, incluindo temperatura, oxigênio dissolvido, pH, condutividade elétrica, sólidos totais dissolvidos e salinidade, com sonda multiparâmetros.\n\nEm laboratório, os organismos foram identificados taxonomicamente com auxílio de bibliografia especializada. Para cada unidade amostral, foram calculados a riqueza, a abundância ou densidade, os índices de diversidade de Shannon-Weaver, equitabilidade de Pielou e dominância de Simpson, além do Índice de Qualidade Integrado, que combina número de indivíduos, número de espécies e diversidade para classificar os pontos em categorias de alta, média ou baixa qualidade ambiental.\n\nAs análises complementares incluem curvas de rarefação e extrapolação para verificação da suficiência amostral, análises de escalonamento multidimensional não métrico, NMDS, para explorar a organização espacial das comunidades e testes de permutação de múltiplas respostas, MRPP, para testar diferenças significativas entre pontos, campanhas e fases do licenciamento, instalação e operação. Todas as análises foram realizadas no ambiente R com pacotes específicos.\n\nO material biológico coletado foi tombado na coleção de organismos aquáticos do Laboratório de Estudos de Impactos Ambientais da Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, onde está disponível para consulta de pesquisadores mediante solicitação formal.","relatedProjects":[],"abstract":"Este conjunto de dados é composto pelos resultados do Programa de Monitoramento da Biota Aquática da Estação de Tratamento de Esgoto de Vila Nova, conduzido pela EcoAquatica Pesquisa, Desenvolvimento e Consultoria Ambiental Ltda. para a Companhia Águas de Joinville.\n\nOs dados referem-se a 15 campanhas trimestrais realizadas entre janeiro de 2023 e julho de 2026, abrangendo a fase de instalação e o início da operação da ETE, com lançamento do efluente tratado a partir de novembro de 2024.\n\nO conjunto inclui informações sobre quatro grupos biológicos, fitoplâncton, zooplâncton, macrofauna bentônica e ictiofauna, amostrados em três pontos fixos, Montante, Lançamento e Jusante, ao longo do córrego Arataca, bem como dados de parâmetros físico-químicos da água medidos in situ.\n\nOs dados são apresentados em planilhas eletrônicas com metadados descritivos, contendo abundâncias, densidades, índices de diversidade, equitabilidade, dominância e Índice de Qualidade Integrado para cada grupo e unidade amostral, além de listas taxonômicas completas.\n\nOs resultados indicam que, até o presente momento, a operação da ETE não provocou impactos ambientais severos, com as variações observadas sendo atribuídas predominantemente à sazonalidade e à variabilidade natural do sistema. No entanto, o ponto de lançamento apresenta maior abundância de organismos tolerantes ao enriquecimento orgânico na macrofauna bentônica."},"samplingDescription":{"studyExtent":"O estudo abrange o período de janeiro de 2023 a julho de 2026, totalizando 15 campanhas amostrais trimestrais realizadas nos meses de janeiro, abril, julho e outubro de cada ano.\n\nA área de estudo está localizada no município de Joinville, região norte do Estado de Santa Catarina, Brasil, mais precisamente no bairro Vila Nova, nas imediações da rodovia estadual SC-108, onde se encontra a Estação de Tratamento de Esgoto de Vila Nova.\n\nO corpo d'água monitorado é o córrego Arataca, um ambiente lótico de pequeno porte inserido na sub-bacia do rio Piraí, que, por sua vez, integra a bacia hidrográfica do rio Itapocu.\n\nAs coordenadas geográficas dos pontos de coleta, em projeção UTM e Datum Horizontal SIRGAS2000, são: ponto Montante, E 721802 e N 7085770, localizado a montante do lançamento do efluente tratado; ponto Lançamento, E 721645 e N 7085990, posicionado na zona de mistura do efluente; e ponto Jusante, E 721332 e N 7086190, situado a jusante do lançamento.\n\nO estudo cobre tanto a fase de Licença Ambiental de Instalação, LAI, com campanhas de janeiro de 2023 a outubro de 2024, quanto a fase de Licença Ambiental de Operação, LAO, com campanhas de janeiro de 2025 a julho de 2026. A ETE iniciou efetivamente os lançamentos no curso d'água em novembro de 2024.","sampling":"O desenho amostral foi estruturado para avaliar o efeito do lançamento do efluente tratado sobre as comunidades aquáticas, adotando-se uma abordagem antes-depois-controle-impacto, com três pontos de coleta fixos ao longo do gradiente longitudinal do córrego Arataca.\n\nO ponto Montante funciona como área de referência, controle, não diretamente influenciado pelo lançamento; o ponto Lançamento representa a área potencialmente impactada, zona de mistura; e o ponto Jusante permite avaliar a recuperação ou dispersão dos efeitos a jusante.\n\nPara cada grupo biológico, as amostragens foram realizadas com periodicidade trimestral, totalizando quatro campanhas por ano, com exceção de 2026, que até o momento conta com três campanhas, realizadas em janeiro, abril e julho.\n\nO esforço amostral foi padronizado para permitir comparações temporais e espaciais. Para o fitoplâncton e o zooplâncton, as coletas foram realizadas na camada subsuperficial da água. Para a macrofauna bentônica, o esforço foi padronizado em transectos marginais de 15 a 20 metros com rede-D e em três réplicas de van Veen por ponto. Para a ictiofauna, os esforços foram fixados em 12 horas de exposição para redes de emalhar, 20 minutos para rede de arrasto e peneiras e 10 lances para tarrafas.\n\nAs amostras biológicas foram devidamente fixadas e transportadas para o laboratório da EcoAquatica, em Itajaí, Santa Catarina, onde foram processadas, triadas e identificadas taxonomicamente por equipe especializada, utilizando bibliografias específicas atualizadas.\n\nO material testemunho foi depositado na coleção de organismos aquáticos do Laboratório de Estudos de Impactos Ambientais da Universidade do Vale do Itajaí, conforme declarado na Carta de Aceite de Material Biológico anexada ao relatório, ficando disponível para consulta de pesquisadores por um período mínimo de quatro anos.","qualityControl":"O controle de qualidade dos dados foi assegurado por múltiplos procedimentos ao longo de todo o processo, desde a coleta em campo até a análise final.\n\nEm campo, todos os procedimentos de captura, contenção, marcação e coleta seguiram rigorosamente as normas estabelecidas na Resolução CFBio nº 301/2012. A eutanásia dos peixes, quando necessária, foi realizada de acordo com os métodos recomendados pela Resolução CFMV nº 1000/2012 e pela Resolução Normativa CONCEA nº 13/2013, garantindo o bem-estar animal e a conformidade ética.\n\nAs amostras foram devidamente fixadas com concentrações e tempos padronizados, utilizando formalina a 4% e lugol acético, e armazenadas em condições adequadas para preservação da integridade morfológica dos organismos.\n\nEm laboratório, a identificação taxonômica foi realizada por especialistas com uso de bibliografia atualizada, e a nomenclatura foi revisada conforme Guiry, 2023, para algas e Fricke et al., 2026, para peixes, garantindo a acurácia dos nomes científicos.\n\nPara o fitoplâncton, a suficiência de contagem foi estabelecida em 90%, conforme o método de Pappas e Stoermer, 1996, ou até 500 campos contados, minimizando erros amostrais. Para o zooplâncton, foram contados no mínimo 50 indivíduos de cada grupo em três subamostragens, sendo as amostras com reduzido número de indivíduos quantificadas na íntegra.\n\nOs dados foram armazenados em planilhas eletrônicas com verificação cruzada de consistência, e todas as análises estatísticas foram realizadas no ambiente R, utilizando pacotes consolidados e amplamente aceitos pela comunidade científica, como vegan, iNEXT e ggplot2.\n\nO relatório foi submetido à revisão técnica por profissional experiente, Oc. Antonio Carlos Beaumord, Ph.D., e as Anotações de Responsabilidade Técnica, ARTs, de todos os profissionais envolvidos estão devidamente registradas e anexadas ao documento.\n\nAdicionalmente, a pesquisa contou com a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, LAC nº 2360/2021 - IMA, que regulamenta e autoriza as atividades de captura, coleta e transporte da fauna silvestre. O cumprimento de todas as condicionantes foi atestado pela apresentação dos documentos pertinentes.","methodSteps":["O fluxo de trabalho do monitoramento seguiu um protocolo estruturado em etapas sequenciais.\n\nA primeira etapa consistiu no planejamento logístico e na preparação dos materiais de campo, incluindo a verificação dos equipamentos, como redes de plâncton, amostradores de bentos, redes de pesca e sonda multiparâmetros, além da obtenção das autorizações ambientais necessárias.\n\nA segunda etapa foi a execução das campanhas de campo, realizadas trimestralmente, nas quais foram medidos os parâmetros físico-químicos da água in situ com a sonda multiparâmetros, seguida da coleta das amostras biológicas dos quatro grupos, com os respectivos esforços padronizados e a devida fixação dos organismos em soluções preservantes.\n\nA terceira etapa compreendeu o transporte das amostras ao laboratório da EcoAquatica, em Itajaí, Santa Catarina, em condições adequadas de acondicionamento e refrigeração, além do tombamento inicial do material.\n\nA quarta etapa envolveu o processamento laboratorial. Para o fitoplâncton, as amostras quantitativas foram sedimentadas em câmaras de sedimentação e analisadas em microscópio invertido pelo método de Utermöhl, enquanto as qualitativas foram examinadas em microscópio binocular para identificação taxonômica. Para o zooplâncton, a triagem e a identificação foram realizadas em câmaras de Sedgwick-Rafter e lâminas comuns, com auxílio de bibliografia especializada. Para a macrofauna bentônica, o material foi triado manualmente sob estereomicroscópio e os organismos foram identificados até o nível de família. Para a ictiofauna, os exemplares foram medidos, considerando comprimento total e padrão, pesados e identificados taxonomicamente com base em literatura específica.\n\nA quinta etapa consistiu na organização e no armazenamento dos dados em planilhas eletrônicas, com o cálculo dos índices ecológicos, incluindo riqueza, abundância, diversidade de Shannon, equitabilidade de Pielou, dominância de Simpson e Índice de Qualidade Integrado, além da realização das análises estatísticas exploratórias e inferenciais, como curvas de rarefação, NMDS e MRPP, no ambiente R.\n\nA sexta etapa foi a elaboração do relatório técnico, incluindo a redação das seções de introdução, metodologia, resultados, discussão e considerações finais, com a compilação de tabelas, figuras e anexos, seguida pela revisão técnica e pela emissão das Anotações de Responsabilidade Técnica.\n\nPor fim, a sétima etapa consistiu na entrega do relatório à Companhia Águas de Joinville, com a subsequente submissão ao órgão ambiental, IMA, para comprovação do cumprimento das condicionantes da licença, e no depósito do material biológico testemunho na coleção científica da Universidade do Vale do Itajaí, garantindo a rastreabilidade e a disponibilização dos dados para futuras pesquisas."]},"countryCoverage":[],"collections":[],"dataDescriptions":[],"dataLanguage":"por","purpose":"O presente conjunto de dados documenta os resultados do Programa de Monitoramento da Biota Aquática da Estação de Tratamento de Esgoto de Vila Nova, município de Joinville, Santa Catarina, Brasil. O monitoramento foi conduzido pela EcoAquatica Pesquisa, Desenvolvimento e Consultoria Ambiental Ltda. para a Companhia Águas de Joinville, com o objetivo de atender às condicionantes da Licença Ambiental de Operação LAO nº 1921/2025, emitida pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina IMA. Os dados abrangem 15 campanhas trimestrais realizadas entre janeiro de 2023 e julho de 2026, período que inclui a fase de instalação e o início da operação da ETE, com lançamento do efluente tratado no corpo d'água receptor a partir de novembro de 2024. Os principais achados indicam que, até o momento, a operação da estação não provocou impactos ambientais severos ou irreversíveis sobre as comunidades aquáticas monitoradas, com as variações observadas sendo atribuídas principalmente à sazonalidade e à variabilidade natural do sistema. No entanto, o ponto de lançamento apresenta maior abundância de organismos tolerantes ao enriquecimento orgânico, especialmente entre os macroinvertebrados bentônicos.","introduction":"<p>A Estação de Tratamento de Esgoto de Vila Nova está localizada no bairro Vila Nova, em Joinville, Santa Catarina, inserida na bacia hidrográfica do rio Itapocu e, localmente, na sub-bacia do rio Piraí, mais especificamente no córrego Arataca. A região é caracterizada por Floresta Ombrófila Densa, com solos do tipo Cambissolo Háplico Distrófico e relevo que varia de plano a suavemente ondulado.O monitoramento da biota aquática foi estabelecido como uma exigência da licença ambiental para avaliar possíveis alterações na estrutura das comunidades biológicas decorrentes do lançamento do efluente tratado no corpo d'água receptor, uma vez que ecossistemas aquáticos situados em áreas de influência de empreendimentos estão sujeitos a intervenções em suas estruturas naturais. Essas intervenções podem provocar respostas das comunidades biológicas, desde modificações na abundância de espécies até alterações expressivas na composição específica, incluindo a eliminação de espécies mais sensíveis.O programa monitora quatro grupos da biota aquática: fitoplâncton, produtores primários e base da cadeia alimentar, com respostas rápidas às variações ambientais; zooplâncton, composto por protozoários testáceos, rotíferos, cladóceros e copépodes, considerados potenciais bioindicadores da qualidade da água devido ao seu curto tempo de geração; macrofauna bentônica, formada por organismos que vivem associados ao substrato e amplamente utilizados em diagnósticos ambientais por sua sensibilidade a alterações físicas e químicas; e ictiofauna, composta por peixes de água doce que exercem importantes funções nas teias tróficas e são indicadores da integridade ecológica de rios e lagos.Os dados gerados por este monitoramento têm sido utilizados para embasar decisões de gestão ambiental, subsidiar relatórios técnicos periódicos e fornecer subsídios ao órgão ambiental na avaliação do cumprimento das condicionantes da licença. Futuramente, os dados poderão ser empregados em estudos de tendência temporal, análises integradas com outros programas de monitoramento da região e como base para o desenvolvimento de índices biológicos locais que auxiliem na avaliação da qualidade ecológica de ecossistemas aquáticos urbanos na região sul do Brasil.</p>","gettingStarted":"<p>O conjunto de dados aqui descrito é composto por planilhas eletrônicas organizadas por grupo biológico, contendo informações sobre composição taxonômica, abundância ou densidade, índices ecológicos e parâmetros físico-químicos da água, coletados nos três pontos de amostragem, Montante, Lançamento e Jusante, ao longo das quinze campanhas trimestrais.Cada arquivo de dados apresenta uma estrutura tabular em que as linhas correspondem aos táxons ou aos parâmetros ambientais e as colunas representam as unidades amostrais, combinando ponto de coleta e campanha, com metadados descritivos que permitem a correta interpretação dos valores.Os dados de fitoplâncton são expressos em células por mililitro, os de zooplâncton em indivíduos por metro cúbico, e as abundâncias da macrofauna bentônica e da ictiofauna são apresentadas como número total de indivíduos coletados. Os métodos de coleta e processamento, descritos detalhadamente nas seções metodológicas do relatório, incluem a utilização de redes de plâncton, amostradores de bentos, como rede-D e van Veen, e diversos aparatos para captura de peixes, como redes de emalhar, redes de arrasto, tarrafas e peneiras, todos em conformidade com as normas técnicas e com as autorizações do órgão ambiental competente.Para a manipulação e análise dos dados, recomenda-se o uso de softwares estatísticos como R, com a utilização de pacotes específicos para análises ecológicas, como vegan para análises multivariadas, iNEXT para curvas de rarefação e extrapolação e ggplot2 para visualização gráfica. Os dados brutos e as planilhas sintetizadas estão disponíveis em formato compatível com a maioria dos aplicativos de planilha, como Microsoft Excel e LibreOffice Calc.Pesquisadores interessados em acessar o material biológico depositado devem entrar em contato com o Laboratório de Estudos de Impactos Ambientais da Universidade do Vale do Itajaí, UNIVALI, onde as amostras estão tombadas e disponíveis para consulta, mediante solicitação formal.Para o uso adequado dos dados, é fundamental atentar para as limitações inerentes ao desenho amostral, como o número restrito de pontos de coleta e a resolução taxonômica adotada, família para macroinvertebrados bentônicos, bem como considerar que as inferências sobre impactos ambientais devem ser baseadas na análise integrada de múltiplos descritores ecológicos e na comparação entre os pontos ao longo do tempo, e não apenas em indicadores isolados.</p>","pubDate":"2026-08-20T00:00:00.000+00:00","maintenanceUpdateFrequency":"UNKNOWN","maintenanceDescription":"","license":"http://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/legalcode","dwca":{"coreType":"http://rs.tdwg.org/dwc/terms/Occurrence","extensions":[],"modified":"2026-08-20T17:27:58.303+00:00"},"approximateCounts":{"occurrenceCount":21}}